Artesanato, cinema, tatuagens, malabarismo, teatro, História em Quadrinhos, cenotecnia, estatuetas (miniaturas) e xadrez tematico. Conheça melhor a Arte de Yury Hendrik.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
couro de jararaca
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| couro de jararaca (do Brasil) sobre chapéu de couro de canguru (da Austrália) |
Apesar do pesar, resolvi aproveitar o couro dela. Já curti alguns couros como lagarto, cruzeira e coral e é sempre um desafio, até porque cada uma têm suas peculiaridades.
Aproveitei e registrei com a câmera do meu humilde celular
1- TIRANDO O COURO
Muitas cobras, como a Jararaca, vivem em pares, por isso é importante não deixar rastros para evitar que venha a(o) outra(o) companheira(o).
2- DEIXAR O COURO DE MOLHO
3- TRATANDO O COURO DA COBRA
Após dar outra lavada no couro, estendi-o sobre um monte de sal e glicerina que coloquei em uma tábua de madeira e apliquei mais outra camada em cima do couro de modo que ele ficou como que enterrado em sal e glicerina.
4- ESTICANDO O COURO PARA TERMINAR A CURTIÇÃO
Esta é uma parte delicada do processo pois foi preciso muita sensibilidade para não rasgar o couro e ao mesmo tempo esticar BEM .
5- COLAR O COURO SOBRE OUTRO MAIS DURO
é importante que se dê uma atenção especial sobre as cascas de escamas que vão caindo eventualmente.
6- FIXANDO O COURO DA COBRA NO COURO DE CANGURU
O couro da cobra teve um grande destino. Um chapéu para fins de uso em rituais xamânicos.
Para isso eu medi-o no chapéu, cortei a parte excedente, desenhei o contorno para saber exatamente onde aplicar a cola.
Enfim, esta parte de como colar está no verso da lata e não tem muito segredo.
7- RESULTADO FINAL
Esta foto foi meu amigo, dono do chapéu, que me mandou. Ele comprou um verniz especial para couro e aplicou-o fazendo com que além do brilho, realça-se os desenhos da pele da cobra e, acredito eu, fixa-se as escamas que ainda não tinham se soltado por completo (casca das escamas). Ainda tem um pouco da marca do grafite da hora em que delineei o couro para saber onde aplicaria a cola. Mas isso sai fácil se não com o dedo, espero que com o tempo.Hoje, ao olhar estas fotos, lembro do momento em que olhava os olhos hipnóticos da cobra que me encarava em riste com que fosse me dar o bote ha qualquer instante.
Lembro-me de pedir desculpas antes de atacá-la com um golpe mortal e perfeito. Sentei e fiquei ali parado olhando pra ela em um momento em que tudo era silêncio. O coração estava acelerado como sempre ficou toda as vezes em que me deparei no meio do mato com uma jararaca. Todas as vezes eu recuara e desta vez não tive escolha e, se tinha, até agora não sei.
Sempre fui criado em grandes capitais e talvez por isso veja os bichos selvagens com tanta sacralidade.
Mas pajelanças a parte, queria relatar a alegria de saber que uma experiência pessoal, tão espiritual, agora vai partir para uma jornada de várias outras na cabeça de um amigo que está viajando pelo mundo afim de conectar-se com a natureza e dividir sua vivência com outras pessoas que, como ele, estão a procura de algo mais.
Como artesão, é preciso sempre trabalhar, também, o desapego...
sábado, 15 de agosto de 2015
A História da Teia-dos-Sonhos
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| Teia-dos-sonhos completa com os 4 elementos com aro de fibras, cristal de quartzo gaúcho, concha indo-atlântica, pena de arara-vermelha de Goiás e semente de falso-dendé da Chapada -Diamantina -BA. |
Teia-dos-Sonhos, Apanhador dos Sonhos, Filtro dos sonhos; Caçador de Sonhos, Espanta-pesadelos e até Catasonhos! Muitos são os nomes atribuidos ao Dreancatcher.
Ao longo dos anos confeccionando variados tipos de teias, aprendi muitas histórias relacionadas a este amuleto indígena. É difícil chegar em um consenso pessoal, pois ouço muitos argumentos contundentes relacionados sobre origem e funcionalidade.
Pesquisando na internet, todos são unânimes ao dizerem que ela nasceu na região norte-americana dos Grandes Lagos pela tribo Obijwe. Para eles, os sonhos e visões existem em um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite enquanto dormimos e são dotados de muitas energias boas e ruins. Estas energias sabem exatamente para onde irem e são atraídas pelo centro dos dreamcatchers. Ali, as energias ruins como raiva e angústia entre outras do tipo, ficam retidas nos fios que estão ao centro do aro para serem dissolvidas pelos primeiros raios de sol. As boas energias, por sua vez, escorrem pela pena para preencher o ambiente com harmonia e clareza.
Os Obijwe davam muita importância para as mensagens contidas nos sonhos em suas vidas. Contam que certa vez um velho sábio subiu a montanha em busca de sabedoria e lá encontrou Iktomi, um espírito sábio com forma de aranha que lhe ensinou a fazer o dreamcatcher com fibras de salgueiro-chorão e cabelos de cavalo. A teia simbolizava toda a conexão do universo. "Se você trabalhar com forças boas será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para a perdição que causará dor e infortúnios" - disse-lhe Iktomi.
O velho índio desceu de volta para a tribo e ensinou-a a confecção e o uso. Ele aconselhou que se colocasse a teia sempre perto deos bebês para que eles aprendessem desde cedo a importância da conexão e do Ar que nos ronda (o balançar da pena remeteria ao vento e a respiração). Penas de coruja para trazer sabedoria e de águia para dar coragem.
A Teia dos Sonhos (como aprendi inicialmente a chamar) foi resgatada durante os anos 60 e 70 durante o Movimento de resgate da cultura nativa norte-americana, como uma forma de união dos povos indígenas de lá e de identidade. Hoje em dia ela virou moda globalizada. Está nos carros, nas tatuagens, nos acampamentos e até no cinema, sendo que o seu significado é ignorado pela maioria das pessoas.
Normal, conhecimento aprofundado é para quem busca.
O que poucos sabem é que o artefato (aro com a teia dentro) em si já foi encontrado em vários lugares diferentes do mundo como em tribos africanas, sul-americanas, e entre hindus também, fora o que eu não sei. Ou seja, a ideia da conexão e da funcionalidade radiestésica está enraizada no nosso imaginário universal desde o início dos nossos tempos. Pode-se fazer uma analogia com o feng shui , por exemplo, que se vale de formas e cristais para a boa circulação energética em um ambiente.
Muitas são as formas que aprendi ao longo do anos de como confeccionar a Teia. Enquanto alguns dizem que nela temos que colocar elementos de nosso cotidiano como contas de vidro, miçangas ou barba-de-pau, outros são categóricos ao afirmarem que um filtro do sonhos para estar completo tem a obrigatoriedade de conter 4 representantes dos elementos AR (penas, plumas, ossos de aves), TERRA ( ossos de animais terrestres, semente, cascas, frutas ressecadas, flores secas ou o próprio cipó), FOGO (pedras, cristais, rochas) e ÁGUA (conchas, corais, ossos de peixes).
Embora a lenda fale sobre as fibras do salgueiro-chorão, a maioria dos artesãos mais ortodoxos quanto a confecção sejam unânimes quanto ao uso do cipó. Alguns divergem quanto a ter ou não um cristal no meio da teia. Eu particularmente acho que o ar circula melhor sem nada no meio, apesar de que os cristais serem grandes catalizadores energéticos.
Hoje em dia, pelo menos aqui no Brasil, é muito comum vermos em encontros ou celebrações psy-trances os chamados "hippies-gratidões" confeccionarem teias fortemente coloridas e das mais variadas formas entre outros colares-de-redezinha. Também é comum vermos em feiras de artesanatos teias repletas de plumas tingidas. Há um grande descaso quanto ao significado e, em contrapartida, uma grande procura de pessoas interessadas em acreditar em algo que possa deixar suas vidas mais felizes.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Colar com Olho Divino de Cobre
Colar de alpaca com Olho-de-Deus feito com fio de cobre.
Abaixo, filigrana Caminho-da-Lua com um pingente de pedra Olho-de-Tigre.
Corrente laminada manualmente elo por elo (8 invertido) no martelo.
Abaixo, filigrana Caminho-da-Lua com um pingente de pedra Olho-de-Tigre.
Corrente laminada manualmente elo por elo (8 invertido) no martelo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Apanhador de sonhos com pentagrama e aranhas
Contém:
-penas de arara (AR);
-vértebras de peixe e concha indo-atlântica (ÁGUA);
-pedra jaspe-zebra (FOGO);
-cipó e sementes de piriquiti (TERRA).
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Espada com bico de peixe espadarte

Espada feita com o osso do bico de espadarte-meca, também conhecido como Marlim-branco e/ou Azul e até como peixe-espada (erroneamente).
Esta veio dos pescadores de Rio Grande - RS.
Adornei esta espada com 2 pedras Venturina, uma Ágata e, na ponta, um Quartzo-verde (venturina mais clara no "populacho").O tamanho é de aproximadamente 80 cm.
domingo, 12 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
sábado, 4 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
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